Apelo por venezuelano

 

Correio Braziliense / 12 de junio de 2015

Em carta enviada ontem à União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e à Organização dos Es- tados Americanos (OEA), duas ir- mãs de Leopoldo López pedem que os organismos intercedam para que o Comitê Internacional daCruzVermelha(CICV)possa visitar o líder opositor venezuela- no e outros presos políticos no país, incluindo Daniel Ceballos, prefeito de San Cristóbal (em Tá- chira). “Leopoldo e Daniel mos- tram sinais de deterioração, e perderam peso consideravel- mente. Durante sua greve de fo- me, eles têm sido privados de atenção medica com um médico de confiança. (…) Pedimos que se autorize o CICV a entrar nas prisões onde estão os grevistas e o restante dos presos políticos, para que possam verificar seu es- tado de saúde e suas condições, e que tenham a atenção médica adequada”, afirma a mensagem assinada por Adriana López Ver- mut e Diana López.

Em entrevista ao Correio, Adriana afirmou que ela e a irmã resolveram apelar à Cruz Verme- lha por considerá-la um organis- mo imparcial. “Meu irmão Leo- poldo não tem recebido atenção médica de profissionais da con- fiança da família. Não temos uma verdadeira avaliação do es- tado físico e psicológico dele”, declarou a venezuelana, que ho- je vive em San Francisco, na Cali- fórnia. Ela lembra que o julga- mento começou em julho de 2014 e até hoje a Justiça não che- gou a uma sentença. “O processo judicial tem sido atormentado por violações do devido processo legal e de todas as garantias que caberiam a Leopoldo. Inclusive, negaram-lhe acesso a observa- dores internacionais e aos meios declarou a venezuelana, que ho- je vive em San Francisco, na Cali- fórnia. Ela lembra que o julga- mento começou em julho de 2014 e até hoje a Justiça não che- gou a uma sentença. “O processo judicial tem sido atormentado por violações do devido processo legal e de todas as garantias que caberiam a Leopoldo. Inclusive, negaram-lhe acesso a observa- dores internacionais e aos meios monitoramento da saúde desses líderes valentes e seguir pedindo ao governo de Nicolás Maduro que escute a estes 70 venezuela- nos, cuja petição, lançada por Leopoldo, não é individual. Tra- ta-se da própria voz do povo da Venezuela”, alertou. Na carta, ela e a irmã ressaltam que as autori- dades do governo de Nicolás Maduro não forneceram respos- ta à grave situação dos dissiden- tes adeptos da greve de fome. “Por isso, apelamos à OEA e à Unasul para que possam inter- ceder para garantir os direitos humanos de nossos entes queri- dos”, afirma a mensagem.

Na noite de ontem, o jornal venezuelano El Nacional divul- gou que, ao contrário de Ce- ballos, Leopoldo López decidiu manter o jejum político. “Leo- poldo está ciente da situação de Daniel. (…) Ele vai conti- nuar com a greve”, comentou Freddy Guevara, coordenador nacional do Voluntad Popular, partido de oposição fundado por Leopoldo. (RC)

Greve de fome suspensa após 20 dias

Daniel Ceballos, prefeito de
San Cristóbal (estado de Táchira), decidiu suspender a greve de fome na prisão, após cumprir 20 dias de protesto. Com a saúde debilitada e pesando 57kg, o político passou a receber soro intravenoso na penitenciária
de San Juan de los Morros,
uma das mais perigosas da Venezuela, situada 150km a sudoeste de Caracas. “Daniel
me disse que vai publicar
uma carta enviada ontem (quarta-feira) ao monsenhor (Diego) Padrón (presidente
da Conferência Episcopal Venezuelana), e que (o religioso) levará uma sopa para
(meu marido) comer comigo
em San Juan”, publicou no Twitter Patricia de Ceballos, mulher do prefeito.

 

 

 

 

 

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